9 de ago. de 2011

A primeira última oração...

Quando a morte se fez PRESENTE não havia o que fazer a não ser rezar. Na hora, foi difícil decidir pra quem, pra que entidade, pra que santo, pra que Deus, pra que Deusa... Não havia tempo. Passa-se muita coisa em nossa cabeça quando a morte chega, mesmo que seja assim: de passagem. Mesmo que ela mate só um pedaço de nós, aquele que precisa morrer e se dispersar na natureza e, por fim, permitir que outra coisa renasça.

Dentre as preces que fiz - muitas eram pela vida, outras eram pela morte. Pela preservação das nossas vidas, fiel a certeza de que estaríamos bem. Havia, porém, um conflito que se debatia com o pedido pela morte serena e sem dor. Era o pedido para que tudo aquilo acabasse. E acabasse bem. Pela vida ou pela morte.

Mas lembro-me de um pedido muito especial. Raro, talvez, que demorou um mês para ser recobrado na memória. E que continua sendo um pedido: cuide do meu amor. Sim, tou falando do ser que amo, mas também estou falando do amor que me habita. Não era justo sequelar de novo. Pedi a Deus então: "guarde meu amor numa caixinha, e permita que ele não se machuque". E deixe-me abrí-la logo que  for o tempo de lançá-lo ao mundo... Mas deixe comigo a certeza de que ele ainda me habita.