Dei de tomar coca-cola à noite
E agora, dei de não dormir...
Nesse intervalo
Fico a pensar que deve haver algum sentido
Em ser tu que me achas sempre.
No im, pré, visto.
É no lapso de distração - segundos
que tuas patas macias repousam em mim
e dá-se a o encontro sem palavras.
consumido por qual grandioso é todo esse olhar
Deve haver algum mistério
Ao qual minha tola esperteza não está acostumada
No fato de seres tu
que sempre me achas.
Receio já ter escrito isso antes...
Aqui por perto, mesmo.
Fazer o que, se agora,
arrumei um cotidiano qualquer no qual teu som me invade
até a próxima vez
Trago comigo o primeiro som
o que liberou a pista
E foi lenta e sutilmente me invadindo
Tamanha doçura foi
que ouço, sou capaz
cada instrumento
só e conjuntamente.
Enquanto espero virares
E numa luz que não se afaiscou
Voltares para ver de perto
E escolhermos juntos
Ou, talvez não,
Se o depois virá.
E mais uma vez enquanto
na espera, me esvazio de ti
Teu som vira minha bagagem rio acima
Pelos ares, pelas águas doces de Oxum
Até a volta, despeço-me todo dia.