Dei de tomar coca-cola à noite
E agora, dei de não dormir...
Nesse intervalo
Fico a pensar que deve haver algum sentido
Em ser tu que me achas sempre.
No im, pré, visto.
É no lapso de distração - segundos
que tuas patas macias repousam em mim
e dá-se a o encontro sem palavras.
consumido por qual grandioso é todo esse olhar
Deve haver algum mistério
Ao qual minha tola esperteza não está acostumada
No fato de seres tu
que sempre me achas.
Receio já ter escrito isso antes...
Aqui por perto, mesmo.
Fazer o que, se agora,
arrumei um cotidiano qualquer no qual teu som me invade
até a próxima vez
Trago comigo o primeiro som
o que liberou a pista
E foi lenta e sutilmente me invadindo
Tamanha doçura foi
que ouço, sou capaz
cada instrumento
só e conjuntamente.
Enquanto espero virares
E numa luz que não se afaiscou
Voltares para ver de perto
E escolhermos juntos
Ou, talvez não,
Se o depois virá.
E mais uma vez enquanto
na espera, me esvazio de ti
Teu som vira minha bagagem rio acima
Pelos ares, pelas águas doces de Oxum
Até a volta, despeço-me todo dia.
25 de out. de 2011
16 de out. de 2011
Brilha-olhos
Talvez não seja você
Mas tanto mais do que encontro em mim
Que me faz ferver a carne.
Mas porque tu és som,
capaz de isso ser coisa de pessoas.
Pessoas dentro e fora de mim.
A sensação de silêncio que me causas
reverbera a música do mundo
que inunda a sala vermelha
criando, assim, os brilha-olhos
Teu som é toque sutil.
Ou seria teu toque que me soa?
Pouco importa se tu que sempre me vês.
E a tua surpresa transforma-me a ansiedade morta.
Mesmo quando te vejo antes.
És tu quem me tocas.
Se também te faço música
Não sei como a escutas.
Se a escuta.
Mas na floresta de fogo
O que importa saber isso agora.
Se só chegou o tempo de olhar...
Tua clave de sol brilha-olhos
Dá o tom do silêncio nos encontros.
Queria sair pra cantar nos teus olhos...
Mas tanto mais do que encontro em mim
Que me faz ferver a carne.
Mas porque tu és som,
capaz de isso ser coisa de pessoas.
Pessoas dentro e fora de mim.
A sensação de silêncio que me causas
reverbera a música do mundo
que inunda a sala vermelha
criando, assim, os brilha-olhos
Teu som é toque sutil.
Ou seria teu toque que me soa?
Pouco importa se tu que sempre me vês.
E a tua surpresa transforma-me a ansiedade morta.
Mesmo quando te vejo antes.
És tu quem me tocas.
Se também te faço música
Não sei como a escutas.
Se a escuta.
Mas na floresta de fogo
O que importa saber isso agora.
Se só chegou o tempo de olhar...
Tua clave de sol brilha-olhos
Dá o tom do silêncio nos encontros.
Queria sair pra cantar nos teus olhos...
12 de out. de 2011
O que tem pra hoje...
Da parte que já "travessei" a minha ponte
o que tem pra hoje
é a certeza do caminho sem volta
A melhor parte, porém,
é não ver o que tem adiante...
Então, adiantemos...
Mas não tem o um só,
que eu deixei na margem esquerda...
"travesso" da esquerda pra direita...
Não sei porque,
mas é assim que os olhos d'alma me imaginam
E assim vem sendo...
Do que não se vê na direita
Um largo tão grande,
que cabe o que não enxergo
Surpresas do dia a dia...
Resolver a vida em suas surpresas
Não planejar o re-solver...
Não predatar o diluir...
Apenas ver se esvair a dor que nem mais existe
Saudade que já deixou espaço pro vazio...
Conhecer sem planos e sem pressa
Todo o novo que chega...
Surpresa, Espera e Desconhecido
são irmãos diferentes...
Que se completam
Um dia, Desconhecido apronta Surpesa
E aponta a luz que nos faz ver
que o esperado,
No fundo, sempre esteve lá.
o que tem pra hoje
é a certeza do caminho sem volta
A melhor parte, porém,
é não ver o que tem adiante...
Então, adiantemos...
Mas não tem o um só,
que eu deixei na margem esquerda...
"travesso" da esquerda pra direita...
Não sei porque,
mas é assim que os olhos d'alma me imaginam
E assim vem sendo...
Do que não se vê na direita
Um largo tão grande,
que cabe o que não enxergo
Surpresas do dia a dia...
Resolver a vida em suas surpresas
Não planejar o re-solver...
Não predatar o diluir...
Apenas ver se esvair a dor que nem mais existe
Saudade que já deixou espaço pro vazio...
Conhecer sem planos e sem pressa
Todo o novo que chega...
Surpresa, Espera e Desconhecido
são irmãos diferentes...
Que se completam
Um dia, Desconhecido apronta Surpesa
E aponta a luz que nos faz ver
que o esperado,
No fundo, sempre esteve lá.
11 de out. de 2011
Clave de Fogo
O segredo preservar o vazio em silêncio
O segredo é viver o nada, como se inteiro fosse...
Negar a espera alerta
que inunda e embaça o mesmo nada.
E você,
sempre chega junto em delicada distração.
Companheiros de olhar profundo
Esses tais olhos tantos se passeiam e se falam tantas coisas
que ainda não sabem querer dizer...
Você chega quando eu nunca nos sei
Quando eu desisto de ter recaídas de mim.
E que assim seja..
Que impregne o corpo e a alma
como o fogo que me tacas
e me tocas por dentro da carne...
Ou como a música e a poesia que te embriagam
Ou como a doçura inexplicável que me contamina
Não importa quando ou como chegues
Seja apenas bem vindo, Amor!
7 de out. de 2011
Silêncioso som de fogo
E do teu olhar
vem o risco do fogo em meu avesso
Palavras "empequenecem".
infinda brasa
Vontade de só olhar
tocar um pouco, quiçá...
Um sentir de cada vez
pra dar sentido aos poucos.
Cheirar e ouvir vem depois
Sentidos profundos, tal vez
Noutro encontro
Ouvir o mover suave dos teus braços.
Pra que, Oxalá, toques o meu canto.
vem o risco do fogo em meu avesso
Palavras "empequenecem".
infinda brasa
Vontade de só olhar
tocar um pouco, quiçá...
Um sentir de cada vez
pra dar sentido aos poucos.
Cheirar e ouvir vem depois
Sentidos profundos, tal vez
Noutro encontro
Ouvir o mover suave dos teus braços.
Pra que, Oxalá, toques o meu canto.
Assinar:
Comentários (Atom)


